[E]screvo por não me conformar com a inconsequência das pessoas. Pouco me importa qual partido está no poder ou o assumirá. Muito importa que exista uma consciência coletiva por parte, pelo menos, de uma maioria. Consciência esta que transcende o sentido usual e, infelizmente, gasto que tem tomado de uns tempos pra cá. Consciência de que sou um imbecil, por colocar meu umbigo - explodido em vaidades e satisfações individuais - no centro das vontades, dos desejos; defender a meritocracia cegamente me mostra minha mediocridade perante mim e, pior, perante uma sociedade cada vez mais cheia de si! Vazia.
Vomito ações individualistas e preconceituosas, que são, em suma, extremamente contagiosas no dia a dia. Luto todos os dias para não perder a guerra entre Meu Eu e As "Verdades" Sociais as quais impregnam, digerem e consomem a compaixão, o altruísmo e a empatia. Brigo, ainda, contra a incredulidade e o descrédito no país, nos seres humanos. Briga pra gente grande, gente imensa!
Não existe partido, político, ditador ou líder messiânico que vá mudar este quadro em um ou dois governos consecutivos. Mudar requer um processo árduo! Mas a mudança começa quando levanto de meu assento no ônibus, para ceder lugar a alguém necessitado; quando ao ver o dinheiro que alguém derrubou no chão distraidamente, o devolvo de imediato; quando sou cortes em quaisquer ações que envolvam interação social; ou ainda quando realizo uma ação sem esperar um benefício material que favoreça a mim. Realizar! Fazer sem esperar algo em troca. Antes de agir, projetar as consequências para mim e, sobretudo, para o próximo.
A Preocupação Social vem perdendo lugar em função do Individualismo.
De fato conscientizar-se não é tarefa das mais fáceis, tampouco acessível. Por isso, a atuação dos órgãos públicos se faz indispensável, como precursor da conscientização em massa. Mas este já é papo pra outros carnavais, pois, por hora, me restrinjo a falar daqueles que possuem conhecimento e insistem em se individualizarem.
Não espero mudar comunidades, nações ou o mundo, e sim colaborar com o pouco que tenho. Imaturo? Ilusório? Para alguns ou para muitos... Mas essa verdade me move e se encrava em minha personalidade de pouco em muito, dia a dia.
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