[H]oje retirei-me do mundo mundo, deixei o que me ocupa pra lá! Vim pra cá, onde a brisa é mais fresca, o barulho se vai vai, bem baixinho. O Clima é ameno, vejo tudo até onde o relevo deixa. Vim pra explorar mais este Mundo, em meio a esses que se infinitam por ai. Tem Mundo de tudo quanto é jeito e tamanho, complexo e sem forma. Explorar é loucura! Na verdade, tudo é meio louco, descompassado, mítico - ás vezes -. Mas vivo para conhecer o meu e os outros, mudar Mundos!
Não mudar de maneira forçada, árdua, e sim assim: passando auto-conhecimento, cuidado, empatia, altruísmo, compaixão e amor. Palavras essas gastas pelo tempo, distorcidas pelo Homem (Universo misto, poço de bondade e maldade, mas não contradição! É que esta é aparência maior, tende a prevalecer: difícil de ser atenuada. Aquela vem, com jeitinho, suave, tímida, escondida e imensurável; mas vem! Não quer sair).
Não posso classificar, cada um é um - inominável, não-adjetivável - e existem para serem estados, sentidos e não palpáveis. Vez outra Eles se mesclam, trocam sensações e vivências. Tudo através de trejeitos, lembranças, ações, gestos e expressões.
Longe de um conceito fixo, escrevo sem regras e preocupações; externo o que é implícito, o que passa batido e é imenso: Mundo. Não desses que a gente anda em cima, todavia desses que nos perdemos em imensidão, profundidade. Incompreensíveis em suas totalidades, passíveis em suas metades, sedentos por descobrimentos.
O meio saber dos Mundos vem de experiências - transcendentes a meras observações -, também passeando por situações! Nada sei ao certo, nunca saberei! Entretanto conhecerei um pouquinho daqui e dali, de lá e de cá; quem sabe não passo por essa vida levando comigo um tiquin de compreensão Mundana, pois Os Mundos estão em mim, em ti. Estão por toda parte!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
DESCARRÊGO
[E]screvo por não me conformar com a inconsequência das pessoas. Pouco me importa qual partido está no poder ou o assumirá. Muito importa que exista uma consciência coletiva por parte, pelo menos, de uma maioria. Consciência esta que transcende o sentido usual e, infelizmente, gasto que tem tomado de uns tempos pra cá. Consciência de que sou um imbecil, por colocar meu umbigo - explodido em vaidades e satisfações individuais - no centro das vontades, dos desejos; defender a meritocracia cegamente me mostra minha mediocridade perante mim e, pior, perante uma sociedade cada vez mais cheia de si! Vazia.
Vomito ações individualistas e preconceituosas, que são, em suma, extremamente contagiosas no dia a dia. Luto todos os dias para não perder a guerra entre Meu Eu e As "Verdades" Sociais as quais impregnam, digerem e consomem a compaixão, o altruísmo e a empatia. Brigo, ainda, contra a incredulidade e o descrédito no país, nos seres humanos. Briga pra gente grande, gente imensa!
Não existe partido, político, ditador ou líder messiânico que vá mudar este quadro em um ou dois governos consecutivos. Mudar requer um processo árduo! Mas a mudança começa quando levanto de meu assento no ônibus, para ceder lugar a alguém necessitado; quando ao ver o dinheiro que alguém derrubou no chão distraidamente, o devolvo de imediato; quando sou cortes em quaisquer ações que envolvam interação social; ou ainda quando realizo uma ação sem esperar um benefício material que favoreça a mim. Realizar! Fazer sem esperar algo em troca. Antes de agir, projetar as consequências para mim e, sobretudo, para o próximo.
A Preocupação Social vem perdendo lugar em função do Individualismo.
De fato conscientizar-se não é tarefa das mais fáceis, tampouco acessível. Por isso, a atuação dos órgãos públicos se faz indispensável, como precursor da conscientização em massa. Mas este já é papo pra outros carnavais, pois, por hora, me restrinjo a falar daqueles que possuem conhecimento e insistem em se individualizarem.
Não espero mudar comunidades, nações ou o mundo, e sim colaborar com o pouco que tenho. Imaturo? Ilusório? Para alguns ou para muitos... Mas essa verdade me move e se encrava em minha personalidade de pouco em muito, dia a dia.
Vomito ações individualistas e preconceituosas, que são, em suma, extremamente contagiosas no dia a dia. Luto todos os dias para não perder a guerra entre Meu Eu e As "Verdades" Sociais as quais impregnam, digerem e consomem a compaixão, o altruísmo e a empatia. Brigo, ainda, contra a incredulidade e o descrédito no país, nos seres humanos. Briga pra gente grande, gente imensa!
Não existe partido, político, ditador ou líder messiânico que vá mudar este quadro em um ou dois governos consecutivos. Mudar requer um processo árduo! Mas a mudança começa quando levanto de meu assento no ônibus, para ceder lugar a alguém necessitado; quando ao ver o dinheiro que alguém derrubou no chão distraidamente, o devolvo de imediato; quando sou cortes em quaisquer ações que envolvam interação social; ou ainda quando realizo uma ação sem esperar um benefício material que favoreça a mim. Realizar! Fazer sem esperar algo em troca. Antes de agir, projetar as consequências para mim e, sobretudo, para o próximo.
A Preocupação Social vem perdendo lugar em função do Individualismo.
De fato conscientizar-se não é tarefa das mais fáceis, tampouco acessível. Por isso, a atuação dos órgãos públicos se faz indispensável, como precursor da conscientização em massa. Mas este já é papo pra outros carnavais, pois, por hora, me restrinjo a falar daqueles que possuem conhecimento e insistem em se individualizarem.
Não espero mudar comunidades, nações ou o mundo, e sim colaborar com o pouco que tenho. Imaturo? Ilusório? Para alguns ou para muitos... Mas essa verdade me move e se encrava em minha personalidade de pouco em muito, dia a dia.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
VITAL
[T]alvez, quando se é criança, apenas o que importa é se divertir, rir e corrrer; não que sendo adulto não pudesse o fazer, mas me parece que a malicia e a maturidade concorrem com a pureza e a inocência. Pior que aquelas são mais fortes e acabam sendo tendências. Quereria eu ser criança novamente, me preocupar com quem será o Papai Noel por trás da barba repetida ano a ano; ou em adivinhar qual daqueles presentes de baixo da árvore era o meu, assim como o que de via ser. E o amigo secreto? Frio na barriga!
Posso equivocar-me, porém o Natal, embora seja uma excelente reunião familiar e símbolo da comunhão entre os laços existentes, possui aquela sensação de saudade da infância ou dos natais anteriores. Os anos se passam, os parentes diminuem (ou, em alguns casos, aumentam), os presentes se escassam, a comida sobra por mais uma semana e você vai comer aquele pernil dia e noite. O Natal é lindo, genial! Mas o tempo degrada pouco a pouco a beleza dessa reunião.
Acalme-te! Não é por essa pitada de pessimismo em relação ao Natal que trago esta crônica, e sim por ressaltar que a saudade, nostalgia, é precisa para a conservação da essência do "ser criança", da "inocência". Estar na casa dos 30, 40, 50 não deve significar ser chato e senil, e sim a integridade de uma pessoa que, mesmo estando mais velha a cada natal, não perde o senso de humor, as palhaçadas e o espírito carinhoso em cada abraço e expressão. O Natal?! Ah, ele é o tronco das árvores, o teto de nossa casa, a esperança para a mudança, o vento o que derruba a manga madura. Vital.
Posso equivocar-me, porém o Natal, embora seja uma excelente reunião familiar e símbolo da comunhão entre os laços existentes, possui aquela sensação de saudade da infância ou dos natais anteriores. Os anos se passam, os parentes diminuem (ou, em alguns casos, aumentam), os presentes se escassam, a comida sobra por mais uma semana e você vai comer aquele pernil dia e noite. O Natal é lindo, genial! Mas o tempo degrada pouco a pouco a beleza dessa reunião.
Acalme-te! Não é por essa pitada de pessimismo em relação ao Natal que trago esta crônica, e sim por ressaltar que a saudade, nostalgia, é precisa para a conservação da essência do "ser criança", da "inocência". Estar na casa dos 30, 40, 50 não deve significar ser chato e senil, e sim a integridade de uma pessoa que, mesmo estando mais velha a cada natal, não perde o senso de humor, as palhaçadas e o espírito carinhoso em cada abraço e expressão. O Natal?! Ah, ele é o tronco das árvores, o teto de nossa casa, a esperança para a mudança, o vento o que derruba a manga madura. Vital.
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