[E]stou de frente a uma moça, bonita. Seu olhar me chama atenção! Está longe, e, agora, perto (nos meus olhos). E, já, distante de novo - nem mais sei onde. Olhar estrangeiro...
Volte aqui! Deve estar lá atrás, observando as dificuldades que já passou com sua mãe (dependente química) ou que ainda passa, ou acerca de seus conflitos existenciais, buscando motivações para viver e se encaixar neste mundo que morre pouco a pouco todos os dias. Olhar profundo, cansado de ser enxugado; é a ponte para seu Mundo (quase oculto, em penumbra). Carrega nele experiências daquelas que cansa a gente, que dá vontade de sumir por um tempo e voltar só quando tudo estiver ajeitado. Sufoca!
Contudo, olho pra ela e sorrio - assim, sem motivo -, ela sorri também. Seu sorriso me preenche e traz consigo paz (penumbra diminui). Como? Sei lá; sei que é algo gostoso, o qual mostra um modo de superação em meio a tantos choques de realidade. Encontro-me de frente a um olhar maduro por tantos aborrecimentos, problemas e transtornos. Mas esses dissabores dão origem e aparência a mulher que é, mesmo tendo apenas quatorze anos. Às vezes a vida cobra absurdo, sem perguntar idade, condição ou gosto, sem choro, nem resenha, com gelo ou sem gelo.
Eu? Queria ser solução! Entendo-te, Drummond, pois tenho apenas duas mãos e o sentimento do Mundo.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
segunda-feira, 11 de maio de 2015
CORRERIA ALEATÓRIA PARA LUGAR NENHUM
[M]eu ônibus! Perdi. Ah, já foi! Se correr alcanço, o próximo só daqui a 30 minutos, senão 1 hora - esse Pinheiros não tem hora marcada. Mas não, hoje não correrei. Pra que tenho tanta pressa? Pra onde tanto tenho ido? Nunca chego. E aqui, nesta calçada, todos estão assim: meio que fugindo. Neste instante me ausento da fuga, não preciso fugir! Fogem do trabalho, outros de suas famílias, uns de suas rotinas e, aqueles dali, nem sabem do quê. Pecam contra a saudade... Do tempo. Tão ocupados, se queixam de não o ter, ou se lamentam por sua escassez. Escasso? Escasso tenho sido por sempre andar de pressa. Preciso valorizar o quase. Se andasse quase sempre de pressa me caberia espaço para viver um pouco. Ainda que quase, não estaria sempre. Quero espaço para tragar o momento. Viver é relativo, mas o momento não (Perdoe-me, Einstein). Ele é agora! Quantas vezes deixei de vivê-lo e quebrei a cara?! Valeu a pena?
Mas tudo isso foram divagações entre a caminhada e o estar no ponto. Passam-se 10 minutos. Que sorte, o ônibus chegou mais cedo. Sorrio pra mim enquanto estendo meu braço direito. Subo no ônibus e sigo mais uma viagem - o findo dia sendo generoso comigo.
Mas tudo isso foram divagações entre a caminhada e o estar no ponto. Passam-se 10 minutos. Que sorte, o ônibus chegou mais cedo. Sorrio pra mim enquanto estendo meu braço direito. Subo no ônibus e sigo mais uma viagem - o findo dia sendo generoso comigo.
terça-feira, 28 de abril de 2015
BARULHO
[N]ão se sabe ao certo classificar o mundo em que estamos vivendo. Eu, em extrema sinceridade, declaro estar perdido! Zonzo em meio aos barulhos de o que é certo e o que é errado. Mas já deixo posto que não cabe aqui uma discussão de caráter ético ou religioso, pois tanto um quanto o outro se encontram comigo, zonzos.
Tal zonzeira se dá pelas transformações grotescas as quais estamos vivendo. Impossível não responsabilizar a tecnologia, coitada. Ela quem tem reestruturado os conceitos de relacionamento, instituição e tudo aquilo que envolva relações sociais. Estar em um rodizio de pizza com namorada ou, até mesmo, com a esposa, é algo gostoso. Talvez deixando de o ser, quando o celular dela vibra e se sabe que é uma mensagem do Whatss. Por mais que queira se contentar de que deve ser somente uma amiga ou nada relevante, o companheiro fica - quase sempre - com aquela pedra no sapato, preferindo não saber de fato, pelo menos no momento, quem mandou a mensagem (cronista ciumento, não?). Não, traduzo apenas como a maioria das pessoas se comportaria, jamais excluindo as exceções. A confiança vem sendo brutalmente desafiada por esses novos meios de comunicação, travando uma luta constante entre confiar e "confio, mas gostaria dar uma olhadinha".
E se a mensagem do Whatss fosse um amigo, perguntando quando se veriam novamente, mandando uma cantada, ou, quem sabe, uma foto nu? E ela fosse uma esposa, com 30 e poucos anos de casada?
Mostrarei duas visões diferentes da situação, preferindo não me posicionar em relação ao caso. Ressaltando, também, que a amostra cabe para ambos os sexos, bastando somente inverte-los. Usei o sexo feminino por motivos de maior polêmica, óbvio.
A moça vive um casamento ordinário, o qual virou refém da rotina e fez com que o tempo parecesse se dilatar quando está na presença do marido. Nessa situação, o afeto se foi foi, o carinho se resumiu ao "oi, tudo bem?", o jantar em família se tornou diferente - apenas pela variação do cardápio, visto que os diálogos são quase os mesmos. E aparece um velho amigo, ou alguém de seu trabalho, oferecendo tudo que seu marido não oferece há décadas. A esposa cede ao extraordinário e comete a traição. O marido descobre e rompe o matrimônio. Tivera ela terminado antes do adultério? Tivera ela resistido ao amigo para continuar com sua vida? Ela, que culpa teve?
Já nesta, mulher, casada e adultera. A moça infere dois princípios: o religioso (se o for) e o da instituição familiar - ético e moral. Sendo completamente falha, carnal, pecadora e antiética. Envergonha a honra de seu marido, bem como se ridiculariza perante seus filhos (os tendo) e deveria, no mínimo, ter tentado resgatar um casamento medíocre e rotineiro, por fim classificando-se como promiscua. Ainda aqui, o marido procura uma solução, tentando não quebrar o laço que Deus concretizou há anos e permanecer com a esposa amada. Como pôde cometer a façanha, depois de 30 e tantos anos de casada? Preferiu ser infiel a buscar ajuda para não vacilar?
Hoje me isento de ser juiz! O que sabem os juízes? Talvez se encontrem na mesma situação. O atrito é que independente da visão que você compactue, sempre haverá alguém que compactue com a mesma visão que você e mesmo assim cometerá o caso. Não digo "o erro", pois os sons se confundem: o que é certo? O que é errado? Certo, errado?
Não sabendo até aonde a minoria o comete e até quando a minoria será minoria, se tornando maioria, se é que já não se tornou.
Tal zonzeira se dá pelas transformações grotescas as quais estamos vivendo. Impossível não responsabilizar a tecnologia, coitada. Ela quem tem reestruturado os conceitos de relacionamento, instituição e tudo aquilo que envolva relações sociais. Estar em um rodizio de pizza com namorada ou, até mesmo, com a esposa, é algo gostoso. Talvez deixando de o ser, quando o celular dela vibra e se sabe que é uma mensagem do Whatss. Por mais que queira se contentar de que deve ser somente uma amiga ou nada relevante, o companheiro fica - quase sempre - com aquela pedra no sapato, preferindo não saber de fato, pelo menos no momento, quem mandou a mensagem (cronista ciumento, não?). Não, traduzo apenas como a maioria das pessoas se comportaria, jamais excluindo as exceções. A confiança vem sendo brutalmente desafiada por esses novos meios de comunicação, travando uma luta constante entre confiar e "confio, mas gostaria dar uma olhadinha".
E se a mensagem do Whatss fosse um amigo, perguntando quando se veriam novamente, mandando uma cantada, ou, quem sabe, uma foto nu? E ela fosse uma esposa, com 30 e poucos anos de casada?
Mostrarei duas visões diferentes da situação, preferindo não me posicionar em relação ao caso. Ressaltando, também, que a amostra cabe para ambos os sexos, bastando somente inverte-los. Usei o sexo feminino por motivos de maior polêmica, óbvio.
A moça vive um casamento ordinário, o qual virou refém da rotina e fez com que o tempo parecesse se dilatar quando está na presença do marido. Nessa situação, o afeto se foi foi, o carinho se resumiu ao "oi, tudo bem?", o jantar em família se tornou diferente - apenas pela variação do cardápio, visto que os diálogos são quase os mesmos. E aparece um velho amigo, ou alguém de seu trabalho, oferecendo tudo que seu marido não oferece há décadas. A esposa cede ao extraordinário e comete a traição. O marido descobre e rompe o matrimônio. Tivera ela terminado antes do adultério? Tivera ela resistido ao amigo para continuar com sua vida? Ela, que culpa teve?
Já nesta, mulher, casada e adultera. A moça infere dois princípios: o religioso (se o for) e o da instituição familiar - ético e moral. Sendo completamente falha, carnal, pecadora e antiética. Envergonha a honra de seu marido, bem como se ridiculariza perante seus filhos (os tendo) e deveria, no mínimo, ter tentado resgatar um casamento medíocre e rotineiro, por fim classificando-se como promiscua. Ainda aqui, o marido procura uma solução, tentando não quebrar o laço que Deus concretizou há anos e permanecer com a esposa amada. Como pôde cometer a façanha, depois de 30 e tantos anos de casada? Preferiu ser infiel a buscar ajuda para não vacilar?
Hoje me isento de ser juiz! O que sabem os juízes? Talvez se encontrem na mesma situação. O atrito é que independente da visão que você compactue, sempre haverá alguém que compactue com a mesma visão que você e mesmo assim cometerá o caso. Não digo "o erro", pois os sons se confundem: o que é certo? O que é errado? Certo, errado?
Não sabendo até aonde a minoria o comete e até quando a minoria será minoria, se tornando maioria, se é que já não se tornou.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
A MOÇA DO ÚTERO LAICO (*)
[H]oje fui ao médico. Fui pra ver se ele me receitava algum remédio para os meus enjoos: eles não param! Ele perguntou há quanto tempo estava assim. Eu disse que desde quarta feira, já fazem uns dias. Não, não tive diarreia e nem febre, só isso mesmo. Pediu, sério, para que eu me deitasse na maca, pegou um aparelho, passou um gelzinho e botou em minha barriga. O médico perguntou se eu já sabia. Sabia? Do quê? Da gravidez, de 3 meses.
Perdi o chão por alguns segundos, não sentia o ar a minha volta ou minha pele encostada no papel da maca. Meu coração acelerou, o frio na barriga foi inevitável. Voltei, tentando digerir a ideia e ao mesmo tempo vomitando-a! Como assim, gravidez? É, isso mesmo Moça, parabéns! Parabéns?! Não posso ter esse bebê, não tenho condições de mantê-lo, dar-lhe uma vida, vida que não tive. Vou abortar!
Não, Moça, em nosso país isso não é permitido, é crime. Além disso, aborto é pecado! Sabe o que é, Doutor? Meu útero é laico! A lei, não comprará comida, fraudas, remédios e os utensílios necessários para meu Bebê. Tampouco a igreja! Lá em casa somos em 7. Meu pai está preso, minha mãe gravida e o resto são meus Irmãos. O espaço existente lá já não é. Colocar mais um em lugar nenhum?! Dar a alguém o que não se tem?! Não posso!
Cresci assim: vendo meus Irmãos mais velhos no tráfico, os mais novos se enveredando para o crime, meu pai preso por roubo e mamãe... Ela fica em casa esperando o não-sei-o-que. Tento trabalhar, ser alguém na vida! Vendo bala no farol. Daí consigo ajudar em casa, comprando alguma coisinha pra comer. Não quero isso para o meu filho, seria condena-lo a viver! Viver assim tem sido um não-viver, menos que subsistir. Não, não quero que ele subsista!
Vou procurar uma clínica dessas que a gente acha no centro da cidade. Com mais uns meses de farol consigo dinheiro para abortar. Abortar... Espero que dê tudo certo. E se não der? Não, tem que dar!
O médico, depois de ouvir tudo - atento aos meus olhos -, nada disse. Abaixou a cabeça, prescreveu Dramin, de oito em oito horas. Agradeci e me retirei.
Sou a Moça do Útero Laico, e tenho 15 anos
Perdi o chão por alguns segundos, não sentia o ar a minha volta ou minha pele encostada no papel da maca. Meu coração acelerou, o frio na barriga foi inevitável. Voltei, tentando digerir a ideia e ao mesmo tempo vomitando-a! Como assim, gravidez? É, isso mesmo Moça, parabéns! Parabéns?! Não posso ter esse bebê, não tenho condições de mantê-lo, dar-lhe uma vida, vida que não tive. Vou abortar!
Não, Moça, em nosso país isso não é permitido, é crime. Além disso, aborto é pecado! Sabe o que é, Doutor? Meu útero é laico! A lei, não comprará comida, fraudas, remédios e os utensílios necessários para meu Bebê. Tampouco a igreja! Lá em casa somos em 7. Meu pai está preso, minha mãe gravida e o resto são meus Irmãos. O espaço existente lá já não é. Colocar mais um em lugar nenhum?! Dar a alguém o que não se tem?! Não posso!
Cresci assim: vendo meus Irmãos mais velhos no tráfico, os mais novos se enveredando para o crime, meu pai preso por roubo e mamãe... Ela fica em casa esperando o não-sei-o-que. Tento trabalhar, ser alguém na vida! Vendo bala no farol. Daí consigo ajudar em casa, comprando alguma coisinha pra comer. Não quero isso para o meu filho, seria condena-lo a viver! Viver assim tem sido um não-viver, menos que subsistir. Não, não quero que ele subsista!
Vou procurar uma clínica dessas que a gente acha no centro da cidade. Com mais uns meses de farol consigo dinheiro para abortar. Abortar... Espero que dê tudo certo. E se não der? Não, tem que dar!
O médico, depois de ouvir tudo - atento aos meus olhos -, nada disse. Abaixou a cabeça, prescreveu Dramin, de oito em oito horas. Agradeci e me retirei.
Sou a Moça do Útero Laico, e tenho 15 anos
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Mundos - em mim,
[H]oje retirei-me do mundo mundo, deixei o que me ocupa pra lá! Vim pra cá, onde a brisa é mais fresca, o barulho se vai vai, bem baixinho. O Clima é ameno, vejo tudo até onde o relevo deixa. Vim pra explorar mais este Mundo, em meio a esses que se infinitam por ai. Tem Mundo de tudo quanto é jeito e tamanho, complexo e sem forma. Explorar é loucura! Na verdade, tudo é meio louco, descompassado, mítico - ás vezes -. Mas vivo para conhecer o meu e os outros, mudar Mundos!
Não mudar de maneira forçada, árdua, e sim assim: passando auto-conhecimento, cuidado, empatia, altruísmo, compaixão e amor. Palavras essas gastas pelo tempo, distorcidas pelo Homem (Universo misto, poço de bondade e maldade, mas não contradição! É que esta é aparência maior, tende a prevalecer: difícil de ser atenuada. Aquela vem, com jeitinho, suave, tímida, escondida e imensurável; mas vem! Não quer sair).
Não posso classificar, cada um é um - inominável, não-adjetivável - e existem para serem estados, sentidos e não palpáveis. Vez outra Eles se mesclam, trocam sensações e vivências. Tudo através de trejeitos, lembranças, ações, gestos e expressões.
Longe de um conceito fixo, escrevo sem regras e preocupações; externo o que é implícito, o que passa batido e é imenso: Mundo. Não desses que a gente anda em cima, todavia desses que nos perdemos em imensidão, profundidade. Incompreensíveis em suas totalidades, passíveis em suas metades, sedentos por descobrimentos.
O meio saber dos Mundos vem de experiências - transcendentes a meras observações -, também passeando por situações! Nada sei ao certo, nunca saberei! Entretanto conhecerei um pouquinho daqui e dali, de lá e de cá; quem sabe não passo por essa vida levando comigo um tiquin de compreensão Mundana, pois Os Mundos estão em mim, em ti. Estão por toda parte!
Não mudar de maneira forçada, árdua, e sim assim: passando auto-conhecimento, cuidado, empatia, altruísmo, compaixão e amor. Palavras essas gastas pelo tempo, distorcidas pelo Homem (Universo misto, poço de bondade e maldade, mas não contradição! É que esta é aparência maior, tende a prevalecer: difícil de ser atenuada. Aquela vem, com jeitinho, suave, tímida, escondida e imensurável; mas vem! Não quer sair).
Não posso classificar, cada um é um - inominável, não-adjetivável - e existem para serem estados, sentidos e não palpáveis. Vez outra Eles se mesclam, trocam sensações e vivências. Tudo através de trejeitos, lembranças, ações, gestos e expressões.
Longe de um conceito fixo, escrevo sem regras e preocupações; externo o que é implícito, o que passa batido e é imenso: Mundo. Não desses que a gente anda em cima, todavia desses que nos perdemos em imensidão, profundidade. Incompreensíveis em suas totalidades, passíveis em suas metades, sedentos por descobrimentos.
O meio saber dos Mundos vem de experiências - transcendentes a meras observações -, também passeando por situações! Nada sei ao certo, nunca saberei! Entretanto conhecerei um pouquinho daqui e dali, de lá e de cá; quem sabe não passo por essa vida levando comigo um tiquin de compreensão Mundana, pois Os Mundos estão em mim, em ti. Estão por toda parte!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
DESCARRÊGO
[E]screvo por não me conformar com a inconsequência das pessoas. Pouco me importa qual partido está no poder ou o assumirá. Muito importa que exista uma consciência coletiva por parte, pelo menos, de uma maioria. Consciência esta que transcende o sentido usual e, infelizmente, gasto que tem tomado de uns tempos pra cá. Consciência de que sou um imbecil, por colocar meu umbigo - explodido em vaidades e satisfações individuais - no centro das vontades, dos desejos; defender a meritocracia cegamente me mostra minha mediocridade perante mim e, pior, perante uma sociedade cada vez mais cheia de si! Vazia.
Vomito ações individualistas e preconceituosas, que são, em suma, extremamente contagiosas no dia a dia. Luto todos os dias para não perder a guerra entre Meu Eu e As "Verdades" Sociais as quais impregnam, digerem e consomem a compaixão, o altruísmo e a empatia. Brigo, ainda, contra a incredulidade e o descrédito no país, nos seres humanos. Briga pra gente grande, gente imensa!
Não existe partido, político, ditador ou líder messiânico que vá mudar este quadro em um ou dois governos consecutivos. Mudar requer um processo árduo! Mas a mudança começa quando levanto de meu assento no ônibus, para ceder lugar a alguém necessitado; quando ao ver o dinheiro que alguém derrubou no chão distraidamente, o devolvo de imediato; quando sou cortes em quaisquer ações que envolvam interação social; ou ainda quando realizo uma ação sem esperar um benefício material que favoreça a mim. Realizar! Fazer sem esperar algo em troca. Antes de agir, projetar as consequências para mim e, sobretudo, para o próximo.
A Preocupação Social vem perdendo lugar em função do Individualismo.
De fato conscientizar-se não é tarefa das mais fáceis, tampouco acessível. Por isso, a atuação dos órgãos públicos se faz indispensável, como precursor da conscientização em massa. Mas este já é papo pra outros carnavais, pois, por hora, me restrinjo a falar daqueles que possuem conhecimento e insistem em se individualizarem.
Não espero mudar comunidades, nações ou o mundo, e sim colaborar com o pouco que tenho. Imaturo? Ilusório? Para alguns ou para muitos... Mas essa verdade me move e se encrava em minha personalidade de pouco em muito, dia a dia.
Vomito ações individualistas e preconceituosas, que são, em suma, extremamente contagiosas no dia a dia. Luto todos os dias para não perder a guerra entre Meu Eu e As "Verdades" Sociais as quais impregnam, digerem e consomem a compaixão, o altruísmo e a empatia. Brigo, ainda, contra a incredulidade e o descrédito no país, nos seres humanos. Briga pra gente grande, gente imensa!
Não existe partido, político, ditador ou líder messiânico que vá mudar este quadro em um ou dois governos consecutivos. Mudar requer um processo árduo! Mas a mudança começa quando levanto de meu assento no ônibus, para ceder lugar a alguém necessitado; quando ao ver o dinheiro que alguém derrubou no chão distraidamente, o devolvo de imediato; quando sou cortes em quaisquer ações que envolvam interação social; ou ainda quando realizo uma ação sem esperar um benefício material que favoreça a mim. Realizar! Fazer sem esperar algo em troca. Antes de agir, projetar as consequências para mim e, sobretudo, para o próximo.
A Preocupação Social vem perdendo lugar em função do Individualismo.
De fato conscientizar-se não é tarefa das mais fáceis, tampouco acessível. Por isso, a atuação dos órgãos públicos se faz indispensável, como precursor da conscientização em massa. Mas este já é papo pra outros carnavais, pois, por hora, me restrinjo a falar daqueles que possuem conhecimento e insistem em se individualizarem.
Não espero mudar comunidades, nações ou o mundo, e sim colaborar com o pouco que tenho. Imaturo? Ilusório? Para alguns ou para muitos... Mas essa verdade me move e se encrava em minha personalidade de pouco em muito, dia a dia.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
VITAL
[T]alvez, quando se é criança, apenas o que importa é se divertir, rir e corrrer; não que sendo adulto não pudesse o fazer, mas me parece que a malicia e a maturidade concorrem com a pureza e a inocência. Pior que aquelas são mais fortes e acabam sendo tendências. Quereria eu ser criança novamente, me preocupar com quem será o Papai Noel por trás da barba repetida ano a ano; ou em adivinhar qual daqueles presentes de baixo da árvore era o meu, assim como o que de via ser. E o amigo secreto? Frio na barriga!
Posso equivocar-me, porém o Natal, embora seja uma excelente reunião familiar e símbolo da comunhão entre os laços existentes, possui aquela sensação de saudade da infância ou dos natais anteriores. Os anos se passam, os parentes diminuem (ou, em alguns casos, aumentam), os presentes se escassam, a comida sobra por mais uma semana e você vai comer aquele pernil dia e noite. O Natal é lindo, genial! Mas o tempo degrada pouco a pouco a beleza dessa reunião.
Acalme-te! Não é por essa pitada de pessimismo em relação ao Natal que trago esta crônica, e sim por ressaltar que a saudade, nostalgia, é precisa para a conservação da essência do "ser criança", da "inocência". Estar na casa dos 30, 40, 50 não deve significar ser chato e senil, e sim a integridade de uma pessoa que, mesmo estando mais velha a cada natal, não perde o senso de humor, as palhaçadas e o espírito carinhoso em cada abraço e expressão. O Natal?! Ah, ele é o tronco das árvores, o teto de nossa casa, a esperança para a mudança, o vento o que derruba a manga madura. Vital.
Posso equivocar-me, porém o Natal, embora seja uma excelente reunião familiar e símbolo da comunhão entre os laços existentes, possui aquela sensação de saudade da infância ou dos natais anteriores. Os anos se passam, os parentes diminuem (ou, em alguns casos, aumentam), os presentes se escassam, a comida sobra por mais uma semana e você vai comer aquele pernil dia e noite. O Natal é lindo, genial! Mas o tempo degrada pouco a pouco a beleza dessa reunião.
Acalme-te! Não é por essa pitada de pessimismo em relação ao Natal que trago esta crônica, e sim por ressaltar que a saudade, nostalgia, é precisa para a conservação da essência do "ser criança", da "inocência". Estar na casa dos 30, 40, 50 não deve significar ser chato e senil, e sim a integridade de uma pessoa que, mesmo estando mais velha a cada natal, não perde o senso de humor, as palhaçadas e o espírito carinhoso em cada abraço e expressão. O Natal?! Ah, ele é o tronco das árvores, o teto de nossa casa, a esperança para a mudança, o vento o que derruba a manga madura. Vital.
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