domingo, 11 de maio de 2014

NÃO SÓ HOJE!

     [N]aqueles dias em que você acorda com dor de garganta e com febre, ela vem. Coloca a mão em sua testa, emiti uma expressão de preocupação e diz: “Hoje você não vai à escola filho!”. Em seguida lhe dá remédio, juntamente com o beijo único que só ela sabe dar. E finaliza dizendo: “Agora vá dormir!”.

     Mesmo aqueles que já terminaram a escola ou até não possuem mais a mãe presente se lembram de episódios do tipo. Difícil descrever em uma crônica o sentimento sem igual de tudo aquilo a que o homem pôde sentir. Mas esse título divino simboliza algo heroico, seguro, justo e verdadeiro. Poderia eu passar horas escrevendo adjetivos dos mais variados, e ainda sim faltariam palavras para descrevê-la.  

     Ao invés de tentar dizer o que significa uma mãe, coisa que jamais conseguiria o fazer, falarei rapidamente deste dia: O Dia das Mães.

     Para alguns, apenas fonte de dinheiro, para outros, um dia comum. Mas penso que, embora seja apenas mais um dia da semana, serve para lembrarmos do valor de uma mãe. Valor este a qual nos esquecemos na correria do dia a dia. Entretanto não por sermos ingratos, e sim porque a vida nos exige suor. Enquanto há vida, temos oportunidades de, através de gestos simples, mostrar o afeto, carinho e gratidão que temos por nossas mães. Não digo presenteá-las com o perfume mais caro ou enchê-las de presentes, porém dar-lhes um beijo antes de dormir e dizer: “Boa noite mãe, eu te amo!”.

     Sei que meu texto não contemplará todos os filhos, nem todas as mães. Mas àqueles que ainda a tem, não deixem os dias de sua mãe morrerem, porque Dia das mães não é hoje. É o dia em que você nasce e se estende até agora, pois o daqui a pouco já não nos pertence.