[A]s cortinas se abrem e a peça agora é a África. É trivial
saber sobre a pobreza e a miséria que estão encravadas nas características desse
continente, mas nada como estar distante da realidade africana e
negligenciar-se de tantos problemas, conhecidos superficialmente por nós, além
daqueles que nem temos ciência de sua existência. De uma gama imensa de
instabilidades que lá coexistem, é improvável não falar dos conflitos
étnico-religiosos. Sem muito especifica-los, é de tamanha compreensão de que
deveria ser algo incomum em pleno século XXl que tribos entrassem em conflito,
resultando em inúmeras mortes capazes de dizimarem povos por crédulos, dogmas
religiosos ou pela pigmentação da pele. A questão não é só o que ocorre, porém
o que o palco admita que aconteça. Quem são os integrantes do palco? O mundo, e
nele, aqueles cinco países responsáveis por estabelecerem “A PAZ MUNDIAL”: Estados
Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, e que obviamente, “zelam” pelos Direitos Humanos. Garantem a paz
fornecendo armamento bélico para diversos países, fomentando a guerra e o
derramamento de sangue inocente. Tudo isso a troco de quê? Dinheiro? Números
que sequer existem a não ser na abstração? Status e hegemonia?
Reconhecer que o mundo gira em torno de interesses a
favorecer alguns, onde não são considerados valores quaisquer ,apenas para
consagração diante de sua própria raça, é intangível. Refletir sobre as ações
antrópicas e o grau as quais podem alcançar é imprescindível para a compreensão
das relações humanas. Ter o conhecimento de que o mundo vai além da dimensão
aonde vivo é querer aprofundar-me na complexidade dessas tais relações, que, em
suma, são deficientes.
Muito bem dito, devemos transpor a ignorância protetora inerente ao ser humano, pois só desta forma podemos analisar nossa realidade de forma mais crítica e procurar sempre fazer algo de melhor, não apenas para nós. Parabéns
ResponderExcluirExatamente! Muito obrigado :)
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